quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Aqui.


Aleluia!
Por minhas ruas.
 Meninos de favores amedrontam as ruas que eu passo, as igrejas aglomeram-se, incomodam-se e agregam. Nossos funerais têm fogos de artifício, nossos pais tem insônia.
Nós somos meio tolos,
Por isso sonhamos,
Por isso nos aventuramos entre os que passam á procura.
 Não sei se essa peste tem cura,
Nem se minha casa é segura,
Indeciso entre uma roupa da moda e uma armadura.
E tudo que eu quero é ir pra rua.



quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

A minha vida e todas as outras vidas que passam na rua.


Hoje renasci, e hoje pode ser ontem, amanhã ou ano que vem. Hoje eu tenho fé. Fé no peso dos meus ombros, fé nos meus piores dias, Fé na minha falta de fé. Hoje eu resolvi simples problemas de matemática, resolvi ser assim e simplesmente sai nu, resolvi deitar na rede e não fazer nenhum esforço, ver o verão passar e esperar a chuva. Hoje arrumei um emprego e trabalhei sem medo seis meses, juntei dinheiro suficiente para viajar ao lugar nenhum, troquei minhas roupas da moda por discos do rei Roberto, falei o que não devia exatamente onde devia e fui por onde achava incerto. Acendi duzentas velinhas e cantei parabéns pra mim, respirei todo o ar que pude, desfrutei de toda saúde, adormeci e não lembro o que sonhei, só sei que acordei num dia onde ninguém era feliz de verdade.
Hoje eu carrego por aí um coração cheio de vontades e paciência, com as mãos no bolso, assobiando a canção que eu mais detesto e hoje pode ser agora ou daqui a duzentos anos.

Fado


Meus pés sujos de vida
Poeira, alegria.
Minha cabeça cheia de vento
De nuvens, sonhos, poesias.
Meu peito manchado de sangue
Correria, amor, cigarros,
E minha barriga vazia.



Quando
Foi
 Que
Eu
 Nasci
 Poeta?
Quando foi que eu nasci, poeta?

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013


Em razão dos desapegos humanos e dos desenganos, nós nos desumanizamos á cada dor, nos tornando verdadeiras maquinas de fingir amor.