terça-feira, 18 de abril de 2017

      Mudamos de ideia algumas vezes. Uma coisa repetitiva, humana;  Uma coisa de quem tem sangue ruim. Uma coisa louca. Abrangia nossas vontades como um todo. Abríamos umas portas e nos confundíamos nela. Como éramos loucos, ultrapassando as ilusões e fazendo bem muito aquilo tudo de miar um no outro. Um lamento, uma devoção. Um acontecimento repetindo. o cansaço na pele, as inúmeras ideias do diabo adolescente com tanta amargura do diabo velho. A alma estupida devora o amor da gente. Mas sucedia sempre um estranhamento e aquilo tudo era gostoso, dois litrões e dormíamos ensanguentados e com as duas púbis todas moles e molhadas. Filme pelo meio.
        Amanhã a gente quer uma receita bem gostosa. Estamos magrinhos minha mãe que disse. O quarto faz calor, a gente vai à praia. Nenhum acontecimento. Banho de mar ar banho de medo banho de maro banho de azedo banho de doce banho de casa banho espontâneo na lucidez do amor ideal.tudo bem. E depois um beijo que poderia ter sido gigante do tamanho do atlântico, fora sutil no entrebeijo, sobe um arrepio que entra ou pelo nariz ou pela boca, que desce no eixo do meu corpo até o joelho, mais ou menos, e volta. sem anos, eu sinto assim.

       
Não tem fúria, não tem fone de ouvido. Eu fico esperando que ela esteja dormindo bem. E ela é infinita e tem um cheiro infinito e tem um corpo e eu fico fin finito perto dela.

quarta-feira, 5 de abril de 2017

poema para branco dormir

Não foram as pessoas que foram embora
 A casa quem abandonou-se
 Ou insinuou-se abandono
Enquanto berravam
 Ou quando eles faziam confusão
Bem como quando eles eram moderados
E assistiam sem parar televisão
Como em um conflito silencioso
 A gente era servida aos horários exatos
Vê-se claramente que não havia serviçais
Em cômodo algum
Nem mesmo filhos
Ornamentais em prateleiras
Desmamavam-se a si próprios
 Em alguma parte do mundo
 Sendo eles mesmos sua fome e alimento
A medida que isso é bonito é nojento
Vous lhes ser honesto por agora
A cor deles não me apetece como a aurora
 Nada oficial claro
Mas como eu os queria distante do meu seleiro
 Nem para servir essa gente serve
Prefiro jantar frango mesmo ou salada
Carne branca nem por uma aurora

o dente podre o contato o cheiro é ruim o que cospe é repulsa o que procura então dentro dela as raças continuam algumas outras não assim como as ideias algumas outras não aqui como aqui guardo aqui gosto não onde gozo onde me deixo gozar onde despendo algo irreparável aqui álcool tabaco limão aqui dói aqui guardo pele de ferida remorso engulo marco lapso