sábado, 30 de março de 2013

Disse o homem.


Sou dono das minhas próprias palavras, ando com minhas próprias pernas e me tranco na prisão que eu quiser.

sexta-feira, 29 de março de 2013

Pescador


Quando invento de ler Drummond
Fico meio assim
Em terceira pessoa,
E não á toa
Quando contemplo Vinicius
 Tudo vejo pelo lado bom.
  
Olha só, quão incrível é,
 Rir com Luiz Fernando Veríssimo
Pensar em tal poesia pura
 De ariano suassuna,
 De Florbela , de  Cecília,
 Frederico Garcia Lorca,
Quanto mais poesias eu leio
 Mais se cala a minha boca.


quarta-feira, 20 de março de 2013

João Sem-medo


O João Sem-medo
Amigo meu
Tinha um cachorro grande
Um muro com cerca elétrica
Um revolver carregado
E uma tatuagem no braço

Nenhuma namorada
Nenhum sorriso estampado
Sem amigo confidente
Vidro fumê
 Pra ninguém nunca ver seus dentes

Cara sério
 Cara séria
Não esbarrava em ninguém

João Sem-medo se escondia
E eu não entendia
Como ele sobrevivia

Assustava todo o mundo
Com o medo que ele tinha

terça-feira, 19 de março de 2013

Piracema



 No tempo em que as ideias nem chegavam ao papel, e o lápis e caneta já eram desconhecidos, eu fiz um barco. Mandei meu barquinho ao rio para que atravessasse o mundo, então choveu e ele por ser papel se desmanchou. No tempo que nem sabiam da existência das ideias e tudo que os homens faziam era dar risada, eu sentei para pensar e fiz um barco, dessa vez fazia sol e o meu rio estava vazio e meu barco ficou parado.

quinta-feira, 7 de março de 2013