Jamais chorar e assim, borrar a maquiagem.
Sou homem.
E ser homem é casca-dura.
Nunca então cair
do alto do salto.
Ser pé,
ser chão.
Cabe a mim, homem,
toda arrogância de rir escarro,
de cuspir grosso e longe,
falar trombone,
de ser homem.
Não serve em mim a alma fina da imperfeição.
Devo ter dentes sujos,
porém,
perfeitos.
Sorrir de boca fechada,
ter fortaleza e pelos cobrindo o peito.
Ser homem.
segunda-feira, 14 de julho de 2014
segunda-feira, 7 de julho de 2014
Nascer
Lá vem a
bala que almeja
O rosto
morto do homem
Do homem
morto no corpo
No corpo
morto da vida
Da vida
morta de fome.
O Resistir da Existência
Não existem
anjos nem demônios,
Não habita
nada nem ninguém
Na casa,
Na rua,
Pessoas.
Acredite, mulher, quando eu choro.
Tenha fé e
bem mais, no meu riso,
Meus anjos,
Demônios,
Em mim,
enfim, mulher.
Não existem
lutas nem lugares,
Não existem
apenas
Há apenas um
poste
Iluminando
uma extensa avenida.
No fim,
Lá no
finzinho,
Dentro do
escuro,
Pouca luz,
Pouca cor,
Pouca vida.
Existe algo,
alguém, uma fé.
Mas eu não
vejo
O Quê, o
Quem, se é.
Grito
Meu negro
coração
Meus olhos
de sertão
Meu grito
para o mundo
Um sussurro
Um sussurro
Mesmo assim
teimo e grito:
- NÃO!
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