segunda-feira, 18 de novembro de 2013
Febre
Estou doente,
a enfermidade impiedosa está me apodrecendo,
das unhas dos dedos menores dos pés
ao ultimo fio do meu crespo cabelo.
Estou doente
e ninguém me entende.
Meu último neurônio está sendo roído
nesse momento,
na velocidade das palavras que eu vomito.
Estou doente dos olhos;
doente dos ouvidos;
doente do coracão;
doente de vontades;
doente de sonhos;
doente de fragilidades;
doente de frustrações;
doente por dentro e por fora.
Estou doente
e a ciência , medíocre ciência ,
não criou o remédio que cure
a doença que me cerca e me assombra.
e não á fé e nem crença
e nem benzedeira capaz
de me curar da doença em que vivo ,
a febre da falta de paz.
terça-feira, 12 de novembro de 2013
Espetáculo
Parte 1
Eu, tolo.
Tolo!
Debruçado em poesias numa tarde tranquila.
Deixei que o ruido da morte, passasse
sem ao menos ser notado.
Pela manhã, eu previ essas tragédias.
- Mas eu sou tão desatento!
Quase noite.
Eu, mergulhado entre letras de uma historia
estranha.
De repente, um choque.
Morri!
Morri!
E quando riram (Não sei o motivo) Morri!
Parte 2
Uma pedra.
Uma faca.
Um tiro.
Gente, grito, gente...
Para lá
e para cá.
- Que bela dança!
Meu
maldito inferno.
Na rua ao lado,
A morte fazia seu espetáculo perfeito.
O sangue e a lama se uniam.
- Um show bonito, pra ninguém botar defeito!
Morri junto ao miserável na rua ao lado,
Que aos
quinze já matou mais de cem.
Uma pedra.
Uma faca.
Um tiro.
Sirene, luzes vermelhas.
-Bravo! Bravo! Bravo!
Fecham se as cortinas;
Retornam aos lares;
Sorrisos, música alta.
-Que belíssimos espetáculo acabamos de viver!
-Silênico, vai começar o culto, vamos orar e
esquecer.
quinta-feira, 7 de novembro de 2013
Corpos celestes em chamas
Ontem,
Meu mundo virou bunda-canastra.
Estava perdido.
As estrelas sumiram, a lua também.
Eu não tinha universo,
cada verso pensado
Me sumia, vadio
E eu abandonado,
Me queimava de frio.
Hoje,
Manhã de sol negro,
Segurei o ultimo suspiro da memória.
Frágil recordação
Do samba
Que os gigantes fizeram no meu terreiro
Sobre meu corpo
Morto.
Amanhã,
Quando tudo foi cinzas,
Que alegria!
Eu era leve
E o
vento me levaria.
domingo, 3 de novembro de 2013
Paraiso
Alguém , por favor,
pode me dar uma informação?
Eu gostaria de saber
o motivo da comemoração.
por que tem tantos fogos no meu céu,
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