terça-feira, 12 de novembro de 2013

Espetáculo

Parte 1

Eu, tolo.
Tolo!
Debruçado em poesias numa tarde tranquila.
Deixei que o ruido da morte, passasse
sem ao menos ser notado.

Pela manhã, eu previ essas tragédias.
- Mas eu sou tão desatento!

Quase noite.
Eu, mergulhado entre letras de uma historia estranha.
De repente, um choque.

Morri!
Morri!
E quando riram (Não sei o motivo) Morri!


Parte 2


Uma pedra.
Uma faca.
Um tiro.
Gente, grito, gente...
Para lá e para cá.  
- Que bela dança!
Meu maldito inferno.

Na rua ao lado,
A morte fazia seu espetáculo perfeito.
O sangue e a lama se uniam.
- Um show bonito, pra ninguém botar defeito!

Morri junto ao miserável na rua ao lado,
Que aos quinze já matou mais de cem.

Uma pedra.
Uma faca.
Um tiro.
Sirene, luzes vermelhas.
-Bravo! Bravo! Bravo!
Fecham se as cortinas;
Retornam aos lares;
Sorrisos, música alta.
-Que belíssimos espetáculo acabamos de viver!

-Silênico, vai começar o culto, vamos orar e esquecer.



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