O homem saia de
sua casa todas as manhãs com a mesma roupa, pegava o trem no mesmo horário, falava
bom dia para as mesmas pessoas, tinha sempre as mesmas pressas e as mesmas
contas para pagar, á noite a mesma janta, a mesma discussão com sua esposa, o
mesmo sexo sem desejo, a mesma prece na oração antes de dormir e acordar no
mesmo horário de sempre pra sair de sua casa pela manhã e tudo se repetir... Só não
entendo porque ele sempre sorria. Deve ser o álcool.
quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
terça-feira, 29 de janeiro de 2013
Dolcie far niente
Desse em
canto em tanto
Me sujo de
novidades sérias
O sangue pulsa sonho nas artérias
Eu ao mesmo
não me lanço
A vida não mais me embriaga
Eu posso ser eu mesmo diferente
Na medida em
que sigo em frente
O destino
não é mesmo nada
Alheio
Estranheza
Vez por
outra chove sem motivo
Água dos
meus olhos tira o riso
Sem razão eu
sobrevivo tonto
Aceito o
jeito de ser e pronto
Defino-me
assim com
Estranheza
As frases
riem da minha falta de beleza
A casa não existe
por incerteza
E assim se vai
à vida
Enquanto eu perco
as corridas
Definem-me assim com
Estranheza
domingo, 27 de janeiro de 2013
domingo, 13 de janeiro de 2013
terça-feira, 8 de janeiro de 2013
Amor não correspondido
O suicida
jura amores à morte
Que dele foge e se esconde
Corre confusa
pra longe
Teme quem não
teme a ela
A morte se
sente confusa e perdida
Ela que é assustadora,
poderosa e temida
Quando encontra
alguém que a ame
Não se sente seduzida
E o suicida
suplica
Venha a mim
oh morte que amo
Me leve contigo morte que é vida
Em ti
encontro a liberdade e a cura das feridas
E a morte
calada fica e no escuro some
A morte
nunca mata alguém que chama seu nome
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