Toda palavra
sempre é agonia, seja ela dor ou alegria...
sábado, 22 de dezembro de 2012
terça-feira, 18 de dezembro de 2012
Alegria
A alegria
selvagem
Arranca o
coração do peito
E sem o
mínimo respeito
As ruas ela
devora
A alegria
manda embora
A alegria
sofria
Peito á
dentro
Rua á fora
A alegria
sabia e velha
Dentes e
garras afiadas
A alegria
raivosa
Alegria de
quem ta na fossa
Alegria pra
sair dela
A alegria
distante
Feia como um
diamante
Bela como
fumaça de carro
Alegria que
sai caro
E não tem
nenhum valor
-alegria,
por favor! (pede um sorriso infeliz)
Alegria se
constrói
Cada vez que
o mundo acaba
Alegria ruim
que passa
Alegria e
mais nada
quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
Carta de amor moderna
Fortaleza,
12 de dezembro de 2012.
Olá meu bem,
bom dia, boa tarde, boa noite não sei. A fim de trazer lhe boas novas e expressar
minha saudade desses segundos sem você, escrevo-lhe esta carta de amor. Sei que estamos ocupados lendo os livros que
baixei na internet, ouvindo as velhas canções em novos formatos, a vida por
aqui é uma desgraça, o tempo quase não passa, ninguém mais anda na praça, assim
de tão longe você não me abraça e tudo fica sem graça.
Quero ti
escrever tudo, e tudo que aprendi sobre cartas de amor vi em filmes e li em
livros para te escrever aqui do meu computador, tem que ter coisas bobas e
exagero, tem que parecer coisa de criança senão não vai ser carta de amor. Ai
vai: Meu amor eu te amo, te adoro , te venero, marque um encontro comigo que te
espero, você é tudo que mais quero, meu coração bate por ti e sem você não sei
viver, to salvando num pen drive para entregarem pra você.
De: João Amor
Para: Maria Amada
quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
Rezando um terço do mundo
Rezei pra
santa ignorância
Em preces de
socorro e lamento
Oh santa
protetora
Dos tolos e
normais
Dos diferentes
e afins
Os sábios e
os de nariz em pé
Tirai a
inteligência dessa sabedoria
Curvais quem
de nariz empinado se prosta
Se possível
for e eu não pedi demais
Fechai a
boca dos conselheiros
E daí-me santa paciência
Agradeço-te santa protetora
Eu que gozo de tal tolice
Sendo normal
e nada sábio
Desfrutando
de minha jovem velhice
domingo, 25 de novembro de 2012
ânimo
Ai a vontade
de correr, rasteja.
A vontade de
cantar, se cala.
A vontade de
sair, se prende.
A vontade de voar, afunda.
A vontade de esquecer, lembra.
A vontade de dizer, esquece.
A vontade de acordar, ainda dorme.
A vontade de
viver, esta morrendo.
A vontade de
ser, não é.
A vontade de
hoje, foi adiada.
Ai que a sua vontade, seja a minha.
sábado, 3 de novembro de 2012
Poema que eu fiz
Poema que eu fiz
Que nada diz
Um poema inerte, morto
Quase sem cor, quase sem voz
Tu que lê
Tu que fala o que ele diz
Não existe tristeza
Nem alegria
Nem sequer poesia
No poema que eu fiz
terça-feira, 16 de outubro de 2012
prece
Calvície, velhice,
mesmice,
e as coisas
que minha mãe sempre disse.
E se eu
sorrisse como se nem eu existisse
e numa tragédia eu sumisse?
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
Espera
Passava os
dias vendo os dias que passavam
Dia após dia
Sem
tristeza, sem alegria,
Sem fome nem
comida
Sem nada. Sem.
E cada dia
que passava a esperar
Só deus sabe
o que
Perdia a
esperança dessa espera por nada.
sábado, 18 de agosto de 2012
Par
Lembra como
as ruas são vistas diferentes
Quando a
gente anda com alguém?
Tudo fica
belo e fora de foco
Quando a gente anda com alguém.
Lembra que
as coisas pareciam sorrir?
É assim
quando se anda com alguém.
Lembra-se do
peso de andar sozinho
Depois de ter andado com alguém?
Ruas de
luzes escuras e vozes caladas,
Tudo por
andar sozinho.
Sabe aquilo
que incomodou seus sapatos?
É porque eram
passos sozinhos.
E se seus
pés estão doendo até agora
É o que se
sente nesses passos,
Passos de
quem anda só.
terça-feira, 14 de agosto de 2012
E se eu morresse amanha?
Se eu
morresse amanhã
Talvez fosse
um alivio
Findar assim a dor e os delírios
Tudo acabaria
em sal
Se eu
morresse amanhã,
E toda dor é
passageira,
Quem ligaria?
Findar assim
a dor, dor
Tudo acabaria
sem sol
terça-feira, 24 de julho de 2012
parágrafo
Um
parágrafo, um gole.
Engole a
seco o insatisfeito e um gole.
Pessoas
barulhentas, um gole,
Na mesma
direção, outro gole,
Sorriamos
lembrando o que está por vir, mais um gole.
Um gole
rápido de fim,
Sempre sobra
um gole que ninguém nunca bebe.
sábado, 19 de maio de 2012
terça-feira, 15 de maio de 2012
terça-feira, 8 de maio de 2012
el miserable
Vinha do
lado de lá
Como que
arrastada pelo vento
Invadiu-me
Como se já fosse meu destino
Deserdou-me
Como se eu
fosse o pecado
E por fim Fui consumido
Como se o mundo não precisasse mais de mim
domingo, 6 de maio de 2012
Atemporal
Desejar e
sonhar e pensar no futuro
Enquanto se
cala e vive o presente
Durante uma
conversa longa sobre o passado
sexta-feira, 4 de maio de 2012
Rosto
A sempre os
dois lados de uma carta
E hoje eu odeio tudo
Escrevo pra sangrar os dedos
E me calo
pra mostrar o que sei
Cinema mudo
E eu só ando
sem direção
Sob a chuva
Sob o sol
E, no entanto,
nunca canso.
E eu só ando pra não me perder
Entre carros
Entre pessoas
E, no entanto, nunca me acho.
quarta-feira, 2 de maio de 2012
Fúmeo
Corpo,
quieto
Mente ,dormente
Voando o
mais alto que se permitir
Corpo,
quieto
Mente ,dormente
Mergulhando
no mais profundo que existir
Corpo,
quieto
Mente , dormente
Tem fumaça
lá fora,tem fumaça aqui
segunda-feira, 23 de abril de 2012
Meus bons segredos
Meus
motivos são segredo
e não
conto pra ninguém.
Meus
segredos são o motivo
De
hoje eu me sentir tão bem.
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