Não tenho vestes, nem parâmetro, Tenho ritmo
Meu coração está sofrendo, Eu sou um átomo
Ato de vestir-me todo de contrario
O sofrimento porco do desequilíbrio
O constrangimento torto de perder o ritmo
O aceleramento das razões da noite
O desconhecimento do que amanhecer
Assim como eu desistia das ideias de suicídio
No primeiro raio de sol que me atravessasse olímpico
Não tenho ideias para romper um paradigma
Não tenho corpo para atravessar a vida
Meu coração está sofrendo, Eu sou o ritmo
O Artaud morto se contorce ao vão mistério
Eu cuspo fogo de manhã Eu sou o dragão que mora comigo
O ator vem vestir-me todo de contrário
O ato de perder o controle
O ato de sair do caminho
O ato do caminho mais longo O Melhor atalho
Não tenho corpo pra sofrer Eu tenho ínfimos