quarta-feira, 5 de abril de 2017

poema para branco dormir

Não foram as pessoas que foram embora
 A casa quem abandonou-se
 Ou insinuou-se abandono
Enquanto berravam
 Ou quando eles faziam confusão
Bem como quando eles eram moderados
E assistiam sem parar televisão
Como em um conflito silencioso
 A gente era servida aos horários exatos
Vê-se claramente que não havia serviçais
Em cômodo algum
Nem mesmo filhos
Ornamentais em prateleiras
Desmamavam-se a si próprios
 Em alguma parte do mundo
 Sendo eles mesmos sua fome e alimento
A medida que isso é bonito é nojento
Vous lhes ser honesto por agora
A cor deles não me apetece como a aurora
 Nada oficial claro
Mas como eu os queria distante do meu seleiro
 Nem para servir essa gente serve
Prefiro jantar frango mesmo ou salada
Carne branca nem por uma aurora

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