que eu não desconheça.
A palma da minha mão
é o mapa de terras distantes.
Eu sou a língua morta
da tribo viva.
Eu sou o curupira
do mêi do mato.
Eu sou o fumo forte
no pulmão fraco.
O tiro certeiro
no peito errado.
Não há nada sobre mim
que eu não desconheça.
A estrutura de minha casa,
forma um labirinto.
Eu sou o susto,
o grito,
o inesperado,
Colecionando crenças
e rejeitando a fé.
Não há nada sobre mim
que eu não desconheça.


