A musa inspiradora
fez nascer poetas através do tempo
e brilhou nua em flor
para orações e mantras .
Fez nascer sorrisos de criança
em gente de tanta dor.
Mas no destino foi explorada
por homens de mal valor.
Hoje a musa vendida
causa lucro e terror.
Nas vielas e no becos ,
do mundo inteiro, ela está,
esmagada ,queimada,oprimida
me põe no ponto de partida ,
pensando na triste vida
da musa prostituída.
domingo, 29 de dezembro de 2013
Fascínio
Fascínio ,
eu vi a mudança chegar,
arrastar gente pelo chão ,
levar à algum lugar
ou tragar na multidão.
Fascínio,
tinha rios, lagoas ,peixes ,tinha.
Fruta no pé, manga , caju, tinha.
Felicidade, amizade , inocência, tinha.
Tinha sossego , liberdade , passeio ,tinha.
Fascínio,
pedra sobre pedra ,prédio.
Luxo sobre luxo , somos lixo.
Fascínio,
somos a refeição , eles não.
Eles são alguem , somos nada.
Fascínio,
delirando com o olhar na direção errada.
Contra isso transmito
meu fascínio por nada.
eu vi a mudança chegar,
arrastar gente pelo chão ,
levar à algum lugar
ou tragar na multidão.
Fascínio,
tinha rios, lagoas ,peixes ,tinha.
Fruta no pé, manga , caju, tinha.
Felicidade, amizade , inocência, tinha.
Tinha sossego , liberdade , passeio ,tinha.
Fascínio,
pedra sobre pedra ,prédio.
Luxo sobre luxo , somos lixo.
Fascínio,
somos a refeição , eles não.
Eles são alguem , somos nada.
Fascínio,
delirando com o olhar na direção errada.
Contra isso transmito
meu fascínio por nada.
quinta-feira, 12 de dezembro de 2013
Anti-herói
Correr infelizmente
e suar infelizmente.
Nunca chegar,
nunca vencer,
nunca amar nem ser amado.
Só sofrer,
só correr
e suar
e penar
e nunca chegar infelizmente.
Assim me sinto
diante do presente futuro,
correndo, suando,
insignificante, imaturo
com calor na alma e frio na espinha.
Correndo no suor,
suando para fingir,
sofrendo por sorrir,
sorrindo para ninguém
em silêncio.
Incendiando sem perceber,
faminto, imbécil,
explorado, vazio.
Torturado até suar.
Correndo até nunca mais
só assim irei chegar.
e suar infelizmente.
Nunca chegar,
nunca vencer,
nunca amar nem ser amado.
Só sofrer,
só correr
e suar
e penar
e nunca chegar infelizmente.
Assim me sinto
diante do presente futuro,
correndo, suando,
insignificante, imaturo
com calor na alma e frio na espinha.
Correndo no suor,
suando para fingir,
sofrendo por sorrir,
sorrindo para ninguém
em silêncio.
Incendiando sem perceber,
faminto, imbécil,
explorado, vazio.
Torturado até suar.
Correndo até nunca mais
só assim irei chegar.
segunda-feira, 18 de novembro de 2013
Febre
Estou doente,
a enfermidade impiedosa está me apodrecendo,
das unhas dos dedos menores dos pés
ao ultimo fio do meu crespo cabelo.
Estou doente
e ninguém me entende.
Meu último neurônio está sendo roído
nesse momento,
na velocidade das palavras que eu vomito.
Estou doente dos olhos;
doente dos ouvidos;
doente do coracão;
doente de vontades;
doente de sonhos;
doente de fragilidades;
doente de frustrações;
doente por dentro e por fora.
Estou doente
e a ciência , medíocre ciência ,
não criou o remédio que cure
a doença que me cerca e me assombra.
e não á fé e nem crença
e nem benzedeira capaz
de me curar da doença em que vivo ,
a febre da falta de paz.
terça-feira, 12 de novembro de 2013
Espetáculo
Parte 1
Eu, tolo.
Tolo!
Debruçado em poesias numa tarde tranquila.
Deixei que o ruido da morte, passasse
sem ao menos ser notado.
Pela manhã, eu previ essas tragédias.
- Mas eu sou tão desatento!
Quase noite.
Eu, mergulhado entre letras de uma historia
estranha.
De repente, um choque.
Morri!
Morri!
E quando riram (Não sei o motivo) Morri!
Parte 2
Uma pedra.
Uma faca.
Um tiro.
Gente, grito, gente...
Para lá
e para cá.
- Que bela dança!
Meu
maldito inferno.
Na rua ao lado,
A morte fazia seu espetáculo perfeito.
O sangue e a lama se uniam.
- Um show bonito, pra ninguém botar defeito!
Morri junto ao miserável na rua ao lado,
Que aos
quinze já matou mais de cem.
Uma pedra.
Uma faca.
Um tiro.
Sirene, luzes vermelhas.
-Bravo! Bravo! Bravo!
Fecham se as cortinas;
Retornam aos lares;
Sorrisos, música alta.
-Que belíssimos espetáculo acabamos de viver!
-Silênico, vai começar o culto, vamos orar e
esquecer.
quinta-feira, 7 de novembro de 2013
Corpos celestes em chamas
Ontem,
Meu mundo virou bunda-canastra.
Estava perdido.
As estrelas sumiram, a lua também.
Eu não tinha universo,
cada verso pensado
Me sumia, vadio
E eu abandonado,
Me queimava de frio.
Hoje,
Manhã de sol negro,
Segurei o ultimo suspiro da memória.
Frágil recordação
Do samba
Que os gigantes fizeram no meu terreiro
Sobre meu corpo
Morto.
Amanhã,
Quando tudo foi cinzas,
Que alegria!
Eu era leve
E o
vento me levaria.
domingo, 3 de novembro de 2013
Paraiso
Alguém , por favor,
pode me dar uma informação?
Eu gostaria de saber
o motivo da comemoração.
por que tem tantos fogos no meu céu,
terça-feira, 29 de outubro de 2013
segunda-feira, 21 de outubro de 2013
ECO OCO
sexta-feira, 13 de setembro de 2013
Carta negra
Presencio. Presenciei. Presenciarei.
Lutas abruptas, sangue, gentileza, sonhos de revolução.
Aos novos tempos! Aos novos cep’s! Aos velhos vinhos ! Ás trágicas boas novas
em arrojados orgulhos e livros e filmes, Deus me livre! Às vezes eu quero os extremos,
morte, ressurreição. Mas eu amo meu coração, minha família. Meus antigos, meus
novos amigos. Meus antigos, meus novos projetos. Meu antigo, meu novo jeito.
Isso sim é liberdade, meus caros. O sangue correndo, o
peito pulsando, ar puro. Liberdade é nunca esquecer o caminho de casa.
Liberdade é seguir em frente e abraçar sua história. É como cabelo penteado
toda manhã antes da luta, ele se permite ser moldado pelo vento, sol, caminho.
Jamais esquecerei tudo que virá. Aos que lembram quem eu
sou, eu não os esqueci. Aos que aqui estão eu abraço esse momento.
Presencio. Presenciei. Presenciarei.
Tudo muda, tudo fica, tudo passa. Tudo acontece nas idas
e vindas da luta. Triste é não se permitir.
Sonhos finitos
No fim do dia,
A sopa de pedra.
O sonho com rio,
Estrada, liberdade.
A “infinita highway”
Não passa de uma vontade.
O “sapato 36” sempre,
Sempre a apertar.
Labirinto de sonhos finitos
Não consigo me encontrar.terça-feira, 10 de setembro de 2013
Fundo do poço
No fundo do
poço
Posso tudo.
Ir e vir,
sem fingir,
Ser quem sou
na poeira do profundo poço,
Único lugar
em que posso.
quarta-feira, 31 de julho de 2013
A coragem
E ele parou
e olhou as estrelas, cores, flores e vozes. Tudo a sua volta dançava com
alegria sem motivo.
- As coisas
a minha volta hoje estão tão vivas, parece até que eu morri... – disse João sem-medo paralisado de medo.terça-feira, 30 de julho de 2013
Indefinição
No ônibus
Eu e a vítima
Somos a
vítima
Da vítima da
vítima
Do grande
culpado.
Na rua
Eu e as
vítimas
Somos todos
vítimas
Da fera.
Na igreja ou
na televisão
Eu e as vítimas
Somos irremediáveis
Vítimas medievais
Da sedução.
No beco
escuro
Ou no pé do
arranha-céu
Digo adeus
E ...
domingo, 28 de julho de 2013
Repente
Prometo
lembrar sorrindo
Dos trocados
na bota suada,
Do quão doce
eram os dias,
Que tu vinhas
com tua sacola.
Desse dom
divino de ser rei.
Se de hoje em
diante
Eu só ouvir Gonzaga
Com os olhos
rasos d’água,
Não é
tristeza, nem despedida,
É tua
energia pura e viva
Em minh’alma
e nessa casa.
sábado, 13 de julho de 2013
Perda
Palavras sobre as pedras
Pedras sobre as palavras
Pedras lançadas ao rosto
Rostos nas pedras rachadas
Pedras sobre as palavras
Pedras lançadas ao rosto
Rostos nas pedras rachadas
Terno
Paramos
Entre a dialética,
fazer ou não por ética?
Consistente e consciente da decisão,
bem articulada sua argumentação.
Convicto e convencido de sua posição
e que me prove o contrário quem achar que não.
Entre a dialética,
fazer ou não por ética?
Consistente e consciente da decisão,
bem articulada sua argumentação.
Convicto e convencido de sua posição
e que me prove o contrário quem achar que não.
domingo, 23 de junho de 2013
Confissão
- Assumo, eu
uso drogas.
Fumo insônia,
Cheiro
livros,
Injeto
poesias.
Pela manhã vou
a êxtase,
Viver mais
um dia.sábado, 1 de junho de 2013
Amnésia
O fraco, é fraco
não por que lhe falta força.
O fraco,é fraco
só porque se esqueceu,
pois a força que ele tem na lembrança
no caminho da memória para o corpo se perdeu.
não por que lhe falta força.
O fraco,é fraco
só porque se esqueceu,
pois a força que ele tem na lembrança
no caminho da memória para o corpo se perdeu.
Cotidiano
Alheio e sem vez
estava eu , sonhando
pensava em voltar no tempo que eu só ti perdia uma vez por mês.
Hoje ando fingindo,
vivendo anarquia.
Lembro bem que ti perdia num domingo
mas eras minha ,por vinte e noves dias.
estava eu , sonhando
pensava em voltar no tempo que eu só ti perdia uma vez por mês.
Hoje ando fingindo,
vivendo anarquia.
Lembro bem que ti perdia num domingo
mas eras minha ,por vinte e noves dias.
quinta-feira, 23 de maio de 2013
Feitiço
Feito martelo,
insistente,
de hora em hora
programada.
Bate no peito
da gente,
gente que sofre
calada.
feito as portas
dos tiranos,
que estão sempre
fechadas.
Bate na cara
da gente,
gente que sofre
calada.
Feito pra fazer sofrer o efeito.
segunda-feira, 20 de maio de 2013
Gente grande
Só sabia do tal carinho
quando eu era uma criança,
que um abraço me calava ,
o afago me guardava,
é que nada me faltava.
cresce o coração.
cresce vontades.
cresce o vazio.
sábado, 18 de maio de 2013
A língua dos anjos
Rima pobre,
rima rica,
rica classe média-baixa ou alta.
Rima das misérias,
rima é tudo igual.
Esse negócio de rimar ou não
é um problema social.
A vida é grande (me convence a voz)
e vazia.
A vida é muito mais que o seu fascínio por bons livros.
A vida continua ,chora
e vazia ( me ignora a voz).
A vida é só as noites de sono que eu perco escrevendo poemas que ninguém vai ler.
A vida me leva , me afoga, me banha.
A vida é como o mar e amar também.
A vida é o que roubaram de mim. (ou fui eu quem esqueci no ônibus?)
sexta-feira, 10 de maio de 2013
Á vida
Dia desses eu estava muito ocupado
Lendo livros variados,
Pesquisando sobre a vida e seus significados
e descobri que é verdade.
Vocês tem razão .
A vida é tudo que dizem
ou então , não.
segunda-feira, 6 de maio de 2013
Mãos
Minha mão livre,
Parou.
Não caminha pelo corpo,
Não levanta mais copos,
Não enxuga lágrimas de dor.
Minha mão livre,
Não dá adeus,
Não prepara meus cigarros
Só pede carona a estranhos ,
E roga a Deus.
Minha mão liberta,
Rasga poesias,
Veste minhas roupas,
Para os ônibus,
Prepara magias.
Minha mão
não vai ao rosto alheio,
Se esconde no bolso durante o passeio.
Abre janelas e não pede esmola.
Lavo minhas mãos.
domingo, 21 de abril de 2013
Naurú
Só se eu mudasse de planeta
Trocasse essas roupas
Virasse careta
Se eu mudasse o idioma
Fosse cristão
Tivesse decência, soberba
Só se eu não desse asas a imaginação
Quem dera, meu Deus,quem dera!
Ter as respostas. Dominar a fera.
Saber os caminhos,atalhos,estradas paralelas,
e mudar o universo.
terça-feira, 2 de abril de 2013
Sétima.
Invente
palavras novas
Erre o
caminho de casa
Salte do
avião sem paraquedas
Voe sem asas
Erre
palavras
Voe á
caminho de casa
Invente um
avião sem asas
Salte
palavras
Invente o
caminho de casa
Crie asas e
voe
sábado, 30 de março de 2013
Disse o homem.
Sou dono das minhas próprias
palavras, ando com minhas próprias pernas e me tranco na prisão que eu quiser.
sexta-feira, 29 de março de 2013
Pescador
Quando invento de ler Drummond
Fico meio assim
Em terceira pessoa,
E não á toa
Quando contemplo Vinicius
Tudo vejo pelo lado
bom.
Olha só, quão incrível é,
Rir com Luiz Fernando
Veríssimo
Pensar em tal poesia pura
De ariano suassuna,
De Florbela , de Cecília,
Frederico Garcia Lorca,
Quanto mais poesias eu leio
Mais se cala a minha
boca.
quarta-feira, 20 de março de 2013
João Sem-medo
O João Sem-medo
Amigo meu
Tinha um
cachorro grande
Um muro com
cerca elétrica
Um revolver carregado
E uma tatuagem
no braço
Nenhuma namorada
Nenhum sorriso
estampado
Sem amigo
confidente
Vidro fumê
Pra ninguém nunca ver seus dentes
Cara sério
Cara séria
Não esbarrava
em ninguém
João Sem-medo
se escondia
E eu não
entendia
Como ele
sobrevivia
Assustava todo
o mundo
Com o medo
que ele tinha
terça-feira, 19 de março de 2013
Piracema
No tempo em que as ideias nem
chegavam ao papel, e o lápis e caneta já eram desconhecidos, eu fiz um barco. Mandei
meu barquinho ao rio para que atravessasse o mundo, então choveu e ele por ser
papel se desmanchou. No tempo que nem sabiam da existência das ideias e tudo que
os homens faziam era dar risada, eu sentei para pensar e fiz um barco, dessa
vez fazia sol e o meu rio estava vazio e meu barco ficou parado.
quinta-feira, 7 de março de 2013
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
Aqui.
Aleluia!
Por minhas
ruas.
Meninos de favores amedrontam as ruas que eu passo,
as igrejas aglomeram-se, incomodam-se e agregam. Nossos funerais têm fogos de artifício,
nossos pais tem insônia.
Nós somos
meio tolos,
Por isso
sonhamos,
Por isso nos
aventuramos entre os que passam á procura.
Não sei se essa peste tem cura,
Nem se minha
casa é segura,
Indeciso
entre uma roupa da moda e uma armadura.
E tudo que
eu quero é ir pra rua.
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
A minha vida e todas as outras vidas que passam na rua.
Hoje renasci,
e hoje pode ser ontem, amanhã ou ano que vem. Hoje eu tenho fé. Fé no peso dos
meus ombros, fé nos meus piores dias, Fé na minha falta de fé. Hoje eu resolvi
simples problemas de matemática, resolvi ser assim e simplesmente sai nu, resolvi
deitar na rede e não fazer nenhum esforço, ver o verão passar e esperar a chuva.
Hoje arrumei um emprego e trabalhei sem medo seis meses, juntei dinheiro
suficiente para viajar ao lugar nenhum, troquei minhas roupas da moda por
discos do rei Roberto, falei o que não devia exatamente onde devia e fui por
onde achava incerto. Acendi duzentas velinhas e cantei parabéns pra mim,
respirei todo o ar que pude, desfrutei de toda saúde, adormeci e não lembro o
que sonhei, só sei que acordei num dia onde ninguém era feliz de verdade.
Fado
Meus pés sujos de vida
Poeira, alegria.
Minha cabeça cheia de vento
De nuvens, sonhos, poesias.
Meu peito manchado de sangue
Correria, amor, cigarros,
E minha barriga vazia.
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
Fastio
O homem saia de
sua casa todas as manhãs com a mesma roupa, pegava o trem no mesmo horário, falava
bom dia para as mesmas pessoas, tinha sempre as mesmas pressas e as mesmas
contas para pagar, á noite a mesma janta, a mesma discussão com sua esposa, o
mesmo sexo sem desejo, a mesma prece na oração antes de dormir e acordar no
mesmo horário de sempre pra sair de sua casa pela manhã e tudo se repetir... Só não
entendo porque ele sempre sorria. Deve ser o álcool.
terça-feira, 29 de janeiro de 2013
Dolcie far niente
Desse em
canto em tanto
Me sujo de
novidades sérias
O sangue pulsa sonho nas artérias
Eu ao mesmo
não me lanço
A vida não mais me embriaga
Eu posso ser eu mesmo diferente
Na medida em
que sigo em frente
O destino
não é mesmo nada
Alheio
Estranheza
Vez por
outra chove sem motivo
Água dos
meus olhos tira o riso
Sem razão eu
sobrevivo tonto
Aceito o
jeito de ser e pronto
Defino-me
assim com
Estranheza
As frases
riem da minha falta de beleza
A casa não existe
por incerteza
E assim se vai
à vida
Enquanto eu perco
as corridas
Definem-me assim com
Estranheza
domingo, 27 de janeiro de 2013
domingo, 13 de janeiro de 2013
terça-feira, 8 de janeiro de 2013
Amor não correspondido
O suicida
jura amores à morte
Que dele foge e se esconde
Corre confusa
pra longe
Teme quem não
teme a ela
A morte se
sente confusa e perdida
Ela que é assustadora,
poderosa e temida
Quando encontra
alguém que a ame
Não se sente seduzida
E o suicida
suplica
Venha a mim
oh morte que amo
Me leve contigo morte que é vida
Em ti
encontro a liberdade e a cura das feridas
E a morte
calada fica e no escuro some
A morte
nunca mata alguém que chama seu nome
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