Rezei pra
santa ignorância
Em preces de
socorro e lamento
Oh santa
protetora
Dos tolos e
normais
Dos diferentes
e afins
Os sábios e
os de nariz em pé
Tirai a
inteligência dessa sabedoria
Curvais quem
de nariz empinado se prosta
Se possível
for e eu não pedi demais
Fechai a
boca dos conselheiros
E daí-me santa paciência
Agradeço-te santa protetora
Eu que gozo de tal tolice
Sendo normal
e nada sábio
Desfrutando
de minha jovem velhice

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