Fecundou-me.
Lembro bem.
Tocava uma marcha fúnebre
o meu dedilhado.
Espaços vazios,
chão,
poeira,
eu, ela.
Eu sei. Eu sei.
Todos estavam lá.
E eu com isso?
E eu com o que estremeci,
com o que senti,
com tudo que me desequilibrou,
com o olhar dela,
seu meios sorrisos,
e eu com as feridas
causadas, causais e casuais,
e eu com o que causei em quem me causou,
e eu descalço,
e eu para onde vou depois daqui,
e eu com isso?
Estava mesmo naqueles meios-dias corriqueiros
da minha alma de cantador.
Faminto de todas as fomes.
Ela sorriu.
Ela sabia?
E ela com isso?
E eu o que faço com esse poema?
Jogo-o fora.
Nenhum comentário:
Postar um comentário