Como dói-me no bolso, ó, meu amor.
Dói-me a amargura do nenhum tostão.
Pergunto ao patrão, Doutor, tem cura?
Ele, sem ternura, me diz sempre, Não.
Como doem-me os sonhos e os pesadelos.
Todos que almejo tem no camelô.
Pergunto ao senhor, Senhor, o preço!
Ele, Por apresso, um milhão e meio,
sem apresso mesmo, um milhão e meio e dez.
Antes que me diga,
Quer que embrulhe ou vai na mão?,
já dou meia-volta mio mirando o chão.
Em a casa TV-MENDIGA, diz mil modo geniais
maneiras de me enforcar em consumos desleais
jogo de panela brinco mochila computador
canivete distintivo desatino desamor
chocolate em bomba em pó
cocaína red bull
galosina
inseticida
vitamina
dissabor.
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