domingo, 14 de dezembro de 2014

Conto de solidão


Eu, filho do carbono e do amoníaco,
Monstro de escuridão e rutilância,
Sofro, desde a epigênese da infância,
A influência má dos signos do zodíaco.



Foi muito fácil fazer o amor sair da minha sala. Apenas disse:
- Meu bem, não sofra!
quando dei por mim, ninguém em mim.
Até hoje, pena para voltar. Pena!
Até hoje, tudo que parece sol é lua.
Minha delicadeza busca em todos os ruídos,
qualquer "Meu bem, não sofra".

Nenhum comentário:

Postar um comentário