sábado, 28 de fevereiro de 2015

Teu seio de poeta é flor madura.
Carrega o estanho, o ouro, a dor da lua.
Deixa espinhos caírem ao chão da rua
Mas desabrocha, nua, quando em casa.

Teu seio de poeta jamais desaba:
Grito abafado no desabrigo do peito.
Carrega o estranho medo do malfeito;
Mantem-se malfeitor mas não tem jeito,

Teu seio de poeta é flor e amor.

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