Depois da noite
longa ela vem a pé
descendo a avenida
sem disposição.
Já desacelerada à cocaína
ela dá sinal e sobe
no busão.
Cambaleando o salto
ela se lança.
E olha da janela um
dia desigual.
A noite ainda presa
na garganta
sentindo o gosto
amargo das palavras sem sabor:

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