sábado, 19 de setembro de 2015

Dom João

João, bom amigo e, acima de tudo, um escritor nato. Soube disso quando ainda aos doze que tínhamos nós dois, fiz-lhe um visita para trocarmos figurinhas. Sua mãe aflita porém cheia de candura me entregando um bonito pedaço de bolo doce e marrom, me apertou com os olhos e:
- Conversa com esse menino, Mateus! Já vai passando do centésimo romance que ele me encerra só esse mês.
Todo orgulhoso do amigo que tinha, pus-me nos mesmos caprichos.


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