sábado, 16 de agosto de 2014

POEMINHA infinito

Começa ali
onde eu todo silenciar
e inteiramente mundo a dentro,
olhos fitando meu vazio,
fui ler um poeminha.
Pensei assim: " Que mal me faz?
As frases são tão contidas,
caindo umas sobre as outras
e ler, assim, palavras poucas,
acaba logo
e tudo bem."
Fui lendo
o bonitinho poeminha.
Dizia umas coisas
tão parecidas com as minhas
que doía
que doía.
Rimava simples e sonoro
continuava,
repetia.
De repente, o maldito,
entra em meu peito
e grita e gira,
faz o que bem quer de mim
e repete
e continua
e reticências
e rima e vai.
Era um poema tão curtinho
de dor de amor,
ingênuozinho,
não acaba nunca mais.

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