sábado, 21 de março de 2015


                Então, não mais frívolo, não mais edemas pulmonares, não mais longos espaços de tempo preenchidos por descabidas saudades. Onde antes vida corria e vivia em desaviso da morte: respiração. Onde antes desvontades e arte, triste arte, casa.            
        E não foi nenhum sacrifício. A alma levava sem suor o corpo, e seguia erguida em sorriso. Era tudo: ah, sossego! Quando viu a casa e os móveis em seus lugares e os filhos imaginários correndo pelos corredores reais e os futuros frutos colhidos no quintal recém-
nascido: ah, sossego!  Já estavam serenos, ele, a casa, as deslembranças apagadas... Olhando a mulher com olhos de paz: - Teus olhos valem a amargura do resto da vida.

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