terça-feira, 20 de janeiro de 2015

mole


Que mal tem eu gostar do cheiro do cimento?
 E do gosto, quando seco?
Que pai serei eu, se, criança, nem fui homem?
Gosto do limpo e do rio
Gosto do longe e do livro
Do vento e do voo
Do mundo e do novo
Da mãe e da casa
De tudo e de todos
Só não gosto é de nada.
Quero alvorada a-té a madrugada,
Em poesia terra e não concreto.
Que mal tem eu morar do lado de fora da casa-espaço-tempo?
vento
vento
vento.

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