Desde os tempos mais remotos
Os santos e seus devotos
Devoram, inteiras,
Suas próprias mãos.
Depois de roídos:
Joelhos frente ao altar,
Pedindo pressa à morte.
Rogam aos céus um câncer.
Os pequenos coraçõezinhos
Sustentavam um cancerígeno
sonho.
Retorcidos, eles,
- coitados -
Entre gemidos estridentes,
Poder-se-ia concluir, com sincera volúpia:
A ansiedade é HUMANO.

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